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Projeto desenvolvido para exames oculares através de smartphones ganha o 1º lugar no Falling Walls Lab São Paulo

Um projeto que nasceu há dois anos e se tornou um protótipo que permite a realização de exames oculares com o uso do smartphone. O protótipo desenvolvido por três ex-alunos da USP, em São Carlos, ficou em primeiro lugar no Falling Walls Lab São Paulo.

A conquista do prêmio no Brasil serve de etapa classificatória da competição global e será representado por José Augusto Stuchi, um dos autores do projeto SRC (Smart Retinal Camera).

“Nós redesenhamos todo o projeto óptico e eletrônico e transformamos o retinógrafo em uma miniatura, podendo, assim, ser acoplado a um smartphone”, explica José Augusto. Ele conta que, apesar do sistema óptico ser reduzido, as imagens obtidas pelo aparelho têm qualidade tão boa quanto a dos aparelhos tradicionais, sem contar que o custo para sua produção é bem menor. O SRC é o primeiro protótipo de retinógrafo portátil do Brasil a utilizar smartphones para a realização de exames.

Por conta da portabilidade e o baixo custo do projeto, será possível facilitar a expansão de exames de retina e ajudar as pessoas que não conseguem se descolar para fazer os seus exames. “Imagine que a pessoa está acamada e não consegue ir até a clínica fazer o exame. Um operador, que não precisa ser médico, pode ir até a casa do paciente e realizar todos os procedimentos. Posteriormente, essas imagens ficariam disponíveis em um site para acesso dos médicos, que dariam o diagnóstico à distância”, diz José Augusto, que hoje faz doutorado em Engenharia de Computação na UNICAMP.

A facilidade para transportar o aparelho também pode possibilitar seu uso em campanhas para a realização de exames em lugares distantes e que não possuem retinógrafos. O tamanho reduzido facilita, ainda, a utilização em crianças. Elas costumam ter dificuldade em se posicionar corretamente com a testa, queixo e cabeça em frente ao aparelho convencional. “Diagnosticar desde cedo uma doença possibilita que você previna e trate o paciente para que ele não fique cego. Por ano, 500 mil crianças perdem a visão no mundo e 80% de todos os casos de cegueira do planeta são evitáveis”, afirma o pesquisador.

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